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Hydrocotyle bowlesioides

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Fenologia

Floração Frutificação
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Hydrocotyle bowlesioides Mathias & Constance

Protólogo: Mathias, M.E. & Constance, L. 1942. Bulletin of the Torrey Botanical Club 69(2): 151.

Sinônimos: –

Descrição

Herbácea, perene. Caule com indumento pubescente. Folhas pecioladas, não peltadas; pecíolos pubescentes; lâmina palmadamente lobada, com lobos ovados a deltados, margens crenadas e 4–5 nervuras primárias; ambas as faces da lâmina pubescentes, a face abaxial podendo apresentar indumento viloso. Inflorescências do tipo umbela, com pedúnculos pubescentes. Flores subsésseis. Frutos com base emarginada a cordada; mericarpos mais largos que o estilete, de contorno elíptico em seção transversal e superfície glabra.

As inflorescências são muito reduzidas, com flores sésseis e pedúnculos mais curtos que os pedicelos
Folhas caracteristicamente 5-lobadas

 

 

Etimologia

Hydrocotyle: Do grego hýdōr (ὕδωρ) = água, e kotýlē (κοτύλη) = pequena taça, cavidade ou umbigo. O nome do gênero refere-se às folhas geralmente peltadas, com o pecíolo inserido próximo ao centro da lâmina, lembrando uma pequena taça, e também ao hábito frequentemente associado a ambientes úmidos.

bowlesioides: Epíteto composto do nome do gênero Bowlesia (Apiaceae) + o sufixo latino -oides (= semelhante a).
O epíteto significa “semelhante a Bowlesia”, aludindo principalmente ao hábito rasteiro e ao aspecto geral das folhas e inflorescências, que lembram espécies desse gênero.

Habitat

Predominantemente encontrada em ambientes ruderais como calçamentos, canteiros, pátios roçados.

Distribuição

Nativa da América do Sul (Argentina, Brasil, Costa Rica, Honduras, Panamá, Paraguai), introduzida nos Estados Unidos (Krings et al. 2017), Arquipélago das Canárias (Núñez et al. 2013) e Arquipélago do Havaí (Starr et al. 2001), Índia e Nova Zelândia (Ecroyd 2007).

Ecologia

Possui inflorescências esverdeadas, cuja síndrome de polinização ainda é desconhecida. Os frutos são, como a maioria das espécies do gênero, esquizocárpicos com duas núculas secas, dispersas possivelmente por fatores abióticos, como água, vento, bióticos ocasionais, ingeridos acidentalmente por animais maiores ou presos aos corpos destes, ou antrópicos, como juntamente com solo e plantas cultivadas, e mesmo aderidos a sapatos e veículos.

Usos

Não existem usos reportados para a espécie

Malezas

A espécie não é reportada como tóxica, nem mesmo como daninha.

Notas

A espécie é citada como naturalizada no Brasil em Fiaschi (2025), e como nativa em Plants of the World Online (2025).

Ecroyd, C. E. (2007). Hydrocotyle bowlesioides (Araliaceae/Apiaceae), a new naturalised plant in New Zealand. New Zealand Journal of Botany45(3), 479-484.

Fiaschi, P.; Nery, E.K. Araliaceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available at:<https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB5116>.

Krings, A., Newton, S., & Liles, N. P. (2017). Hydrocotyle bowlesioides (Araliaceae): New to the Flora of North Carolina. Castanea82(1), 47-47.

Govindharajalu, R., Laxmanan, P., & Kanjiraparambil, S. A. (2025). Hydrocotyle bowlesioides Mathias & Constance (Araliaceae), an addition to the flora of India. Vegetos, 1-4.

Mathias, M. E., & Constance, L. (1942). New North American Umbelliferae. Bulletin of the Torrey Botanical Club, 151-155.

Núñez, A. S., & Vesperinas, E. S. (2013). 156. Nuevos xenófitos de elevada capacidad invasora para la flora canaria. Botánica Macaronésica, 28, 165–173.

Plants of the World Online (2025). https://powo.science.kew.org/taxon/urn:lsid:ipni.org:names:125123-2

Starr, F., Starr, K. & Loope, L.L. (2003). New plant records from the Hawaiian Archipelago. BISHOP MUSEUM OCCASIONAL PAPERS: No. 74.

 

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