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1 espécie encontrada

Xerochrysum bracteatum

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ESPÉCIEEXÓTICA

Fenologia

Floração Frutificação
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  • A
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  • J
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  • A
  • S
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Xerochrysum bracteatum (Vent.) Tzvelev

Protólogo: VENTENAT, É. P. 1803. Jardin de la Malmaison. Vol. 1. Paris. pl. 2.

Sinônimos:

basiônimo: Xeranthemum bracteatum Vent.
homotípico: Helichrysum bracteatum (Vent.) Haw.
homotípico: Bracteantha bracteata (Vent.) Anderb. & Haegi
heterotípicos: POWO 

Descrição

Erva ereta, ramificada ou não, anual ou perene de curta duração, frequentemente viscosa, ca. 0,6–1,2 m alt. Caules e ramos finamente sulcados, recobertos por tricomas aracnoides, geralmente associados a tricomas glandulares sésseis e estipitados. Folhas alternas, predominantemente caulinares (raramente basais), cartáceas, oblongo-elípticas a lanceoladas, ca. 6–10 cm compr., ápice obtuso, agudo ou acuminado, base atenuada, lâmina plana, margens inteiras a levemente recurvadas, pouco a densamente tomentosas em ambas as faces, geralmente com tricomas glandulares sésseis e estipitados, raramente glabras. Capítulos solitários ou dispostos em cimas; brácteas foliáceas geralmente 3, estreitamente oblongo-achatadas, proeminentes, ocasionalmente inconspícuas. Brácteas involucrais externas levemente castanhas, com ápice arredondado a obtuso, estriadas; brácteas internas com ápice agudo a acuminado, margens serrilhadas, superfície lisa e escariosa. Invólucro 3–6 cm diâm., vistoso, de coloração variável, amarelo, vermelho, castanho, rosa ou branco. Flores externas geralmente estéreis ou femininas, com corolas filiformes; flores internas (ou todas) bissexuais, corolas filiformes. Anteras com apêndices côncavos; ramos do estilete estreitamente acuminados a amplamente triangulares ou arredondados no ápice. Cipsela cilíndrica, lisa, ca. 2,5–3,0 mm compr., com idioblastos lineares ca. 0,1–0,2 mm compr.; pápus decíduo. (Barcelos & Heiden 2026, Wilson 2017)

Etimologia

Xerochrysum: Do grego xērós (ξηρός) = seco, árido, e chrysós (χρυσός) = dourado, ouro. O nome do gênero refere-se às inflorescências com brácteas secas, rígidas e brilhantes, frequentemente de coloração dourada, que mantêm a forma e a cor após a dessecação.

bracteatum: Do latim bracteatus, -a, -um = provido de brácteas, bracteado. O epíteto específico alude às brácteas involucrais grandes, numerosas e vistosas, que conferem o aspecto petaloide característico da espécie.

Habitat

No Brasil pode ser encontrada em diversos habitats associados a distúrbios antrópicos, como bordas de estradas, áreas agrícolas e ambientes em regeneração inicial. Pode aparecer isoladamente ou formar populações muito densas (Funez et al. 2017).

Distribuição

Nativa da Austrália, foi introduzida como espécie ornamental em todos os continentes e se espalhou como espécie naturalizada ou invasora.

Ecologia

Os vistosos capítulos geralmente amarelados são muito apreciados por abelhas e outros insetos, enquanto os frutos diminutos e dotados de pápus plumoso viajam pelo vento.

Usos

O principal uso atribuído a essa espécie é o ornamental, com variedades com brácteas coloridas entre branco, amarelo, rosa, alaranjado e vermelho. Além do uso ornamental, a espécie é ocasionalmente empregada em arranjos decorativos e rituais devido à durabilidade das inflorescências secas. Usos medicinais são apenas esporádicos e não respaldados por evidências científicas.

Malezas

Por não ser nativa do Brasil, e ter capacidade de se disseminar espontaneamente, a espécie compete com as nativas por espaço. Pode aparecer em cultivos agrícolas, mas dificilmente chega a ser um problema.

Notas

Barcelos, L.B.; Heiden, G. Xerochrysum in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available at:<https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB604051>. acesso em 06 jan 2026

Barcelos, L.B., Heiden, G. (2020). Xerochrysum in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (https://floradobrasil2020.jbrj.gov.br/FB604051).

Funez, L.A., Hassemer G, Ferreira, J.P.R., Bones, F.L.V. & Santos, A.P. (2017) Fifty-five new records of vascular plants, and other discoveries for the flora of Santa Catarina, southern Brazil. Webbia, 72(2): 221-275. https://doi.org/10.1080/00837792.2017.1369303

Wilson PG (2017) An examination of the Australian genus Xerochrysum (Asteraceae: Gnaphalieae). Nuytsia 28: 11–38.

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